MULHER. Do rosa bebê ao rosa choque. Qual é o seu tom?



Acabei de ler o livro, conforme o título, da psicoterapeuta, psicóloga clínica, terapeuta de família e casal, Cris Manfro. ADOREI – com letras maiúsculas.
É daqueles livros que comemos as palavras, a cada página e capítulo queremos mais e mais.
Eu “conheci” esta psicóloga pela sua coluna semanal do Jornal NH, e desde então, a leio.
O livro - coincidentemente, ou não - foi uma sugestão de uma amiga, quando eu pedi uma indicação que me fizesse retornar ao mundo da leitura. Especificamente eu pedi uma sugestão de um livro que me fizesse resgatar a mulher dentro de mim.
Sendo graduada em Letras, curiosa por natureza, e leitora desde que me conheço por gente, sempre li muito. Porém, desde a minha gravidez até agora (minha pequena está com 1 ano e 9 meses), eu só estava interessada por assuntos de bebês.
É, já entra aqui um novo tom em minha vida: tornei-me mãe. E além de me tornar mais emotiva, minha preocupação, meu foco em assuntos e interesses centralizaram-se quase que unicamente na maternidade. Deixando assim, bem de lado, a vaidade, as minhas antigas preferências.
Mudei minhas prioridades, e, quando me dei conta eu estava vivendo unicamente para a minha filha.
Amo ser mãe, apesar de cansada, adoro todas essas atividades, preocupações, esse mundo infantil que eu e meu marido escolhemos.
Porém, acabei esquecendo de mim... e acabei me tornando uma pessoa TANTO FAZ, que eu tanto criticava, conforme escrevi noutro texto.
Gostei muito do livro, assim como gosto das crônicas e artigos da autora. Eu adoro assuntos que fazem o leitor refletir, analisar, aprimorar, se emocionar, se autoconhecer e autoanalisar-se.
Adoro escritores que falam dos sentimentos e do cotidiano, que tocam bem naquela nossa feridinha que não queremos aceitar.
Admiro os psicólogos, terapeutas e psicopedagogos. Devemos pensar na saúde mental, e não somente na física. É muito importante conversar com um profissional.
Felizmente eu tenho minhas psicólogas de plantão, as minhas psico-lokas, que me ajudam (muito) quando o bicho tá pegando.
Compartilhar vivências e poder expressar os sentimentos é muito importante para a evolução humana. É vital.
De médico e louco todo mundo tem um pouco, não é o que dizem? Creio que toda mulher tem um pouco de louca e de psicóloga.
Nós, mulheres, sempre estamos dispostas a ouvir, e comentar nosso ponto de vista. Na maioria das vezes sempre sabemos, ou até mesmo já vivemos algo parecido, ou seja, “ai, amiga, sei como é...”.
E sabemos mesmo. Quando não sabemos, achamos que sabemos, e na melhor das intenções queremos ajudar.
Voltando a leitura, cheguei a conclusão do que eu já tinha quase certeza: dentro de mim existem muitas Jeanines.
Ou, como pergunta a autora, eu respondo: tenho muitos tons dentro de mim. E não apenas do rosa bebê ao rosa choque. Minha cartela de cores é imensa!
Na leitura deste livro me identifiquei muitas vezes. Vi amigas, minha mãe, irmã... e cheguei a conclusão de que muita gente deveria pensar em terapia.
Tem gente que, assim como eu, tem um certo receio de falar da sua vida para um estranho, ou seja, alguém que estamos começando a ter contato.
Como eu faço, eu sugiro que se comuniquem, verbalizem!
Ou então, escreva para uma amiga, ou amigo, de confiança. O importante é desabafar. Quem sabe se expondo no Facebook, ou escrevendo numa agenda ou caderno. Pode ter certeza que vai ajudar!
Ler, conversar, trocar experiências, ou então, como eu chamo, “exorcizar” os fatos ajuda, e muito.
Como fala Cris Manfro, devemos nos questionar sobre nossas verdades e dúvidas.
Ser mulher, hoje em dia, não é nada fácil. Concordo que muitas vezes complicamos demais, fantasiamos demais, falamos demais, nos irritamos demais... mas tudo isso porque somos intensas!
São turbilhões de emoções, de responsabilidades, preocupações, obrigações, ocupações com o trabalho (remunerado e do lar), compras, contas, família, amigos, lazer, sexo, a faxina da casa...
Viver é ter experiências. Viver é evoluir.
Devemos aproveitar esta vida, cada dia, pois, como escreveu Gabriel Garcia Marques: “A vida não é a que a gente viveu, mas a que a gente lembra e, como lembra dela, pode contá-la.”.
* Jeanine de Moraes

IDADE não é nada, sede é tudo!

Hoje em dia as pessoas têm muita pressa. Em tudo. Pressa no trânsito. Essa loucura, me dá até medo de dirigir nos horários do rush. Pressa para que chegue a sexta-feira, ou, como dizia um colega de trabalho: “Cheeega cinco e meia!”. Pressa para que cheguem as férias. Depois, sem pressa reclamamos que as mesmas passaram rápido demais... Pressa nos relacionamentos. Ficamos ansiosos esperando que as coisas aconteçam, e muitas vezes atropelamos as etapas, e mais rapidamente nos frustramos. Vivemos na era da tecnologia super veloz, que num clique temos contato com quem está lá do outro lado do mundo. Antigamente – antes do sedex e o sedex 10 (que é mais rápido ainda) - escrever uma carta levava mais ou menos 1 semana para chegar até o destinatário, e até a pessoa te responder se passavam mais alguns dias. Ou seja, no mínimo eram 30 dias para receber um contato. Havia também o telegrama, que era uma forma de se comunicar via escrita, em poucas palavras, e com rapidez. Dependendo do horário, e da cidade, chegava no mesmo dia, se o carteiro já não tivesse passado naquela determinada localização. Felizmente, mesmo com a internet, ainda não há nada melhor que o telefone, para encurtar a distância e a pressa de comunicação. Seja falando, seja mandando SMS. Eu, apressadinha que sou, também me enquadro nessa correria da vida atual. E quando engravidei, que ansiedade ter que esperar 9 meses para ter a minha filha em meus braços! E estes 9 meses – 39 semanas e meia pra ser mais exata – foram as mais lentas da minha vida. Muito meninos, e também meninas, têm pressa para fazer 18 anos, para tirar a carteira de motorista. Na “minha época” as meninas sonhavam com seus 15 anos, o famoso debut! Talvez por não ser da minha realidade, e saber das minhas condições financeiras, eu nunca tive essa preocupação. Não tinha pressa nenhuma para fazer 15 anos. Pelo contrário, nem desejava crescer, era tão bom ser criança. Na verdade em nenhuma idade me preocupei. Isso é uma coisa em que eu nunca tive pressa. Os anos foram sucedendo-se e, talvez por não aparentar a idade que tinha, eu, até hoje, recebo comentários de que não aparento ter a idade que tenho... dizem que tenho menos... e eu acredito! Mas, enfim, como disse uma amiga minha “idade não é nada, sede é tudo!”, e é bem por aí. Cronologicamente temos uma idade determinada pela data do nosso nascimento, mas a nossa personalidade, o modo de viver e curtir a vida, é o que nos define. Ou seja, nossa sede pela vida. Além das responsabilidades da minha idade, e realidade, melhor dizendo, atualmente estou muito feliz curtindo o mundo infantil. Tenho às vezes menos de 2 anos idade! AMO muito minha filha e tudo que vem junto no pacote da maternidade. Claro que têm vezes que acordar 3 ou 4 vezes na madrugada não é fácil, ainda mais quando ela está com febre. Felizmente, na maioria das vezes é só alegria! Tudo faz parte do “pacote”, estava escrito nas letrinhas miúdas do contrato que assinei com a cegonha... Têm vezes que volto à adolescência, têm vezes que tenho mais idade que a minha mãe, sendo mãe dela... e por aí vai... Não é nada polido perguntar a idade a uma mulher, mas como eu não tenho problema algum, afirmo que meus 33 anos (ai, Jesus!) estão ótimos, obrigada! Felicidade é conquistar, realizar, valorizar e agradecer sempre as bênçãos na vida. Assim, como fala a canção do grande Bob Marley, vale para refletir: “Abra seus olhos para dentro de si. Estás satisfeito com a vida que leva?” * Jeanine de Moraes – 33 anos completos hoje, dia 25/03!

TANTO FAZ

Não sou boa para dar conselhos. Adoro recebê-los. Adoro comentar vários assuntos com pessoas de minha confiança, e saber outros pontos de vista.
Na maioria das vezes eu dificilmente mudo a minha opinião, mas, acho importante saber como outrem vê a situação. A ótica, de um terceiro, que não está vivendo determinada situação, sempre é válida.
Mas, como intitulado, coisa que eu não agüento é o tal do “tanto faz”. Ele é primo-irmão do “se você quiser”. Sabe?
Coisa mais chata. Tento analisar e vejo isso como covardia. Será?
É sim. Eu acho que é determinantemente uma colocação muito morna.
É, morna. E, morno pra mim não serve. Obrigada.
As pessoas deveriam ter mais atitude. Morno só sopinha de bebê.
Na vida as emoções devem ser quentes ou frias. Morninho é tão papai-e-mamãe... feijão-com-arroz...
Desculpem-me, não estou desvalorizando papai-e-mamãe, muito menos feijão-com-arroz. Adoro ambos.
O que quero relatar é que a vida deve ser vivida em harmonia, buscando sim o melhor dela.
Ser sincero pode ser rude. Mas antes ser rude, do que criar falsas expectativas... ou pior, viver em fantasia.
A questão é aquele velho jargão “viva a vida intensamente”, pois o pior do arrependimento é arrepender-se do que não viveu.
Então, viva.
Diga SIM e diga NÃO.
Tenha seus propósitos sempre em prioridade, e se algo vale a pena, trabalhe, viva em busca do melhor, do seu melhor. Dê o seu melhor.
Tenha atitudes que te valorizem.
Agindo assim, vivendo em harmonia, é como um espelho: a nossa vida é o reflexo do que transmitimos.
* Jeanine de Moraes

PORTA giratória

Você já parou para pensar quantas pessoas fazem sentido na sua vida?
Pare e olhe ao seu redor. Veja quanta gente está perto de ti.
Muitas delas estão ali, preenchendo uma determinada função, função profissional que interfere na sua, muitas vezes.
Mas quantas destas, realmente, fazem sentido, ou melhor, agregam algo na sua vida?
Temos colegas de trabalho, amigos de trabalho, nossos superiores, aqueles que trabalham para e com a gente.
E além destes contatos diários diretos, temos os indiretos.
Telefonemas, e-mails, mensagens instantâneas. Clientes, credores, amigos, conhecidos.
Já parou para pensar quanta gente está ligada à você?
E quantas delas realmente fazem sentido à sua vida? Ou melhor, fazem a diferença?
Poucas, imagino.
A vida está repleta de pessoas, mas poucas delas fazem sentido, interferem ou engrandecem a nossa vida.
Às vezes não permitimos a liberdade destas interferirem, ou até mesmo elas não se interferem.
O contato virtual está em alta. Nada de novidade nessa afirmação.
Com a correria do dia-a-dia acabamos não encontrando as pessoas por falta de tempo, preguiça, vontade. E aí a tecnologia vem ao nosso favor.
Temos contatos virtuais com pessoas que estão longe, ou estão próximas, até, mas foram se distanciando, e, de novo, com a correria (ô mundo moderno) os dias, semanas, meses voam... que nem lembramos quando foi a última vez que falamos, ao vivo. Não é?
Porém, em tempos em que as pessoas vivem para os sites de relacionamento – sim, porque eu conheço pessoas que tiram fotos “para postar no Orkut” – ficou muito fácil ter muitos, mas muitos amigos.
Amigos virtuais. Os reais dá pra contar nos dedos.
Quantos amigos visitaram a sua casa recentemente? E destes, quantos são seus amigos íntimos, que de fato te conhecem, que sabem quem tu és?
Por isso que o mundo virtual está em alta.
Nesse “mundo” todo mundo é bonito: claro, vou postar a minha melhor foto, e fazer photoshop, sem dúvida!
Todo mundo é inteligente: claro, para escrever posso pensar, posso até “control c + control v” num pensamento de quem mesmo? um cara lá, que nunca li, mas a frase era bonitinha, pro momento.
Todo mundo é querido. Sim, aí já entra o interesse...
Enfim, se destacar e aparecer, ou ser aceito, nesse mundo é muito, muito mais fácil que no mundo real.
Há pessoas que precisam se mostrar, pra não dizer, aparecer.
Não sou contra aparecer, pois eu adoro. Se tivesse oportunidade queria um dia ir ao programa da Hebe, ou sentar no sofá do Jô Soares, ou da Marília Gabriela, porque simplesmente eu adoro aparecer...
Mas eu critico aqueles que estão cegos, mudos e surdos na vida real.
São aqueles que somente vêem, falam ou ouvem quando não há contato direto, ou seja, virtualmente. São os chamados “cagões virtuais”.
Sabe cão que late e não morde? Pois é.
Ah, pois é! Mas viver assim é tão mais fácil, não é mesmo?
Não é não. Não é mesmo. Não é o caramba!
Pra se viver não é preciso ter coragem. Basta ter discernimento das atitudes, respeitar o próximo e não sair pelado na rua, porque o resto é lucro.
A liberdade de alguém começa onde termina a da outra. Ou seja, as pessoas têm a liberdade, ou seja, oportunidade de agirem. Basta balancear a razão com o coração. Discernimento!
E onde eu acho esse tal discernimento? Só vivendo.
Viva a vida real. Cuidado que relacionamentos virtuais têm muito valor, mas não deixe que sua vida fique neste mundo paralelo...
Pra viver no mundo real não é fácil. Mas também não é nada difícil.
Difícil é encontrar pessoas com a mesma sintonia que você.
Mas, enfim, não seja como aquelas portas-giratórias: que entram e saem sem deixar nada de consistente.
* Jeanine de Moraes

CADA vida afeta a outra vida, que afeta outra...



“Cada vida afeta a outra, e a outra afeta a seguinte, e o mundo está cheio de histórias, mas todas as histórias são uma só.”
Este singelo pensamento de Micht Albom descreve, em poucas palavras, como uma história precisa de personagens, e estes, por sua vez, precisam de outros para que, de fato, faça sentido.
Toda história de amor que se preze tem o protagonista (a mocinha), o coadjuvante (o mocinho), os demais personagens (os amigos, vizinhos, colegas de trabalho, parentes...) que enriquecem a história, e por fim, o antagonista, que é o malvado, ou malvada.
Esse “malvado” nem sempre é uma pessoa má. Ele pode ser o protagonista de outra história, só que esse cara não aceita que a sua história, com essa tal mocinha em questão, tenha tido um fim.
Ou seja, “cada vida afeta a outra vida, que afeta outra...” e por aí vai.
O amor não avisa. “Olha, te prepara, estou a caminho”.
O amor não tem hora, nem dia para acontecer.
As loiras são minhas preferidas. Nunca me interessei por morenas. Traços marcantes, olhar cativante. E o charme dos negros?
Atitude, postura e elegância são características atraentes. Não precisa ser um Deus Grego, mas não pode faltar bom humor, nem bom senso...
Pra amar é preciso bater o olho, tocar, sentir o cheiro, adorar o jeito de sorrir... Nem sempre! O amor é maluco, isso sim! E as paixões virtuais? Já dizia Luís Vaz de Camões “O amor é fogo que arde sem se ver...”. E ele nem viveu essa era tecnológica virtual, não tinha MSN, Skype, nem Facebook, e vejam só...
Mas o amor é assim... Quando menos se espera, quando não se procura, mesmo não havendo a menor intenção... Acontece!
E nos tira o sono. Nos tira o apetite, faz suar frio, sentir borboletas no estômago... Faz a gente voltar aos 16 anos!
Acredito que é o amor que move o mundo. Sem amor a vida não tem graça.
Amar é fazer o bem, sem esperar retorno. Amor se dá de graça. Não tem preço.
Demonstrar amor é desejar um ótimo dia! É dar um abraço. Dar atenção, apoio. Dar bronca. Amar é sentir tesão, é dar prazer! É reciprocidade.
Amar também é não dormir, cuidando da febre de 39°C. É dividir as contas. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza.
O principal do amor creio que não é simplesmente declará-lo diariamente. É, sim, agir.
O amor se sente! O amor se vive! E de repente ele chega quando a gente menos espera.
* Jeanine de Moraes

ISADORA


Isadora é a cosinha mais linda e fofa que tenho na vida. Ela é a razão de tudo: do meu amor incondicional, das tarefas diárias (diurnas, noturnas, na semana, finais de semana e feriados) incessáveis, das noites em que cochilo, das refeições "engolidas" e frias, dores nas costas... enfim é a MINHA VIDA e razão de viver!

Depois de Isadora tudo é ma-ra-vi-lho-so.

Depois de Isadora o que vivi até seu nascimento eu achava especial, e hoje sei que muitos e muitos dias especiais estou vivendo e viverei, com a MINHA filha.

Cada dia é uma descoberta - dela, minha e do Xandy.

Quando nasce um filho, nasce uma mãe (e um pai).

Queridos, um FILHO é maravilhoso, mas dá muito trabalho! Sério! Dá um trabalho do caramba, mas é extremamente recompensador.

Sou uma pessoa muito mais cansada, mas muito mais feliz!

Te amo, Isadora. A mamãe te ADORA, minha isADORA!

=p

* Na foto a minha pequena com 11 meses - dia 18 de junho completará 1 aninho!

DESPENTEIE-SE

Ultimamente postei alguns textos, pensamentos, frases, que não eram meus, porém que se trataram diretamente ao meu momento GESTACIONAL.
E é com muita alegria e alívio que os 9 meses mais longos da minha vida estão completando-se = semana que vem a minha Isadora chega ao mundo!! Graças a Deus, amém!!
Muitas coisas mudaram, e mudarão mais ainda, e isso é maravilhoso. Novos desafios, novas emoções, enfim, uma vida nova para minha família (eu, Xandy e Isa) e claro, para os demais familiares e amigos, que também estão super felizes com a chegada da nossa pequena.
Não sei quando vou estar “disponível” para postar novamente, pois a Nine Super Mãe vai agir 100% nestes 120 dias de licença maternidade, então, posto agora um texto que adorei, e reflete bem o que eu penso da vida, em relação as coisas “muito certinhas”...
Leiam, e tomem suas conclusões!
(*Jeanine de Moraes)

DESPENTEIE-SE
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade... O mundo é louco, definitivamente louco... O que é gostoso, engorda.
O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia... - Fazer amor, despenteia. - Dar gargalhadas, despenteia. - Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. - Tirar a roupa, despenteia. - Beijar a pessoa amada, despenteia. - Brincar, despenteia. - Cantar até ficar sem ar, despenteia. - Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes, deixa seu cabelo irreconhecível... Então, cada vez que nos virmos, eu vou estar com o cabelo bagunçado... mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida! É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir! Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, corte, pinte, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria... e talvez eu deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso, não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita?Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: Entregue-se. Coma coisas gostosas. Beije. Abrace. Dance. Apaixone-se. Relaxe. Viaje. Pule. Brinque. Durma tarde. Acorde cedo. Corra. Voe. Cante. Arrume-se para ficar linda. Arrume-se para ficar confortável. Admire a paisagem. Aproveite, e acima de tudo, DEIXA A VIDA TE DESPENTEAR!!!Minha dica não é para “andar feia”, e sim, viva sem estresse com o cabelo torto, crespo, liso demais... Ria de você mesma! O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo... e seja feliz!
***

"EU conto as horas pra poder te ver..."

36 semanas = 8 meses completos! Graças a Deus estamos ótimas, e aguardando o momento do nascimento da Isa!
Quer saber realmente o valor de um mês? Pergunte a uma gestante, pergunte a uma mãe! Contar as semanas é algo que somente quem espera é quem sabe. Esperar por algo tão lindo como um FILHO é maravilhoso. E, eu não podia deixar de comentar aqui, sobre esse TEMPO, neste blog que parece mais um "diário de bordo", o "diário de bordo de Jeanine aguardando -muuuuito- a chegada de Isadora"! Hehe

Por isso, atualizo-o, postando uma foto da pança, e deixando uns trechos que eu adoro da música Fico Assim Sem Você da Adriana Calcanhoto.
=] Beijos e felicidades a todos!
(*Jeanine de Moraes)
..
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estradaQueijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
....

UM bebê rescém-nascido enche um oco que sua mãe nunca imaginou existir em seu coração.

Com o passar do tempo, de acordo com a atual situação em que vivemos, as prioridades, os conceitos, assim como as vontades e necessidades mudam.
Então coloco aqui, uma bela frase, que diz tudo o que sinto no momento:
“UM BEBÊ RESCÉM-NASCIDO ENCHE UM OCO QUE SUA MÃE NUNCA IMAGINOU EXISTIR EM SEU CORAÇÃO.”
Estou vivendo um momento tão lindo! Ser uma grávida (uma pré-mãe) é super legal! Claro, que nessa fase é uma intensidade de dores musculares, na coluna, o aperto na barriga, o peso do barrigão, azia... Enfim, faz parte do “pacote”!
Sendo assim, estamos – Eu e Isadora – no 7º mês de gestação, 33 semanas, pra ser bem exata, e muito bem e obrigada! Ela está ótima, já eu... bah... não vejo a hora do nascimento, de tê-la aqui, do lado de fora!
E, pra não deixar este espaço virtual muito desatualizado, posto, claro, a respeito da atual situação da dona-e proprietária (hehe) deste blog. (*Jeanine de Moraes)

ESTAR GRÁVIDA é:
...ler 50 vezes o resultado do exame pra ter a certeza que estar correto.
...ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não 9 meses como todo mundo diz por aí.
... se pegar imaginando, por horas a fio, como serão os olhos, os cabelos e a pele do bebê que vai chegar.
... torcer e muuuuuito pra que ele nasça perfeitinho.
... nunca mais dizer, " Ai, se fosse meu filho! " quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping.
... sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... ter sono,muuuuuito sono.
... esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia.
... ler muito sobre gravidez, pular o capítulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
... ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho.
... torcer pra ficar barriguda!
... ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma só hora,da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
... acordar várias vezes de madrugada pra fazer xixi.
... rir sozinha ao senti o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite.
"SÓ ESTANDO GRÁVIDA PRA SENTIR COMO TUDO ISSO É MARAVILHOSO".

E DE REPENTE, toda a história novamente...

Buenas! Com muita alegria quero divulgar que está vindo ao mundo umA meninAAA! Sim, é a Isadora chegando aí geeente! Estamos com 24 semanas (5 meses), cada vez mais redondinhas (ou melhor, a mamãe aqui, pois a pequena está com 596 gramas!) e cada vez mais ansiosos para que JUNHO chegue logo!
Volto a postar um texto, de minha autoria. Beijos a todos.
(*Jeanine de Moraes)

E DE REPENTE, TODA A HISTÓRIA NOVAMENTE
A gente vive num mundinho pequeno, onde nada interfere aquele “campo de força” que cerca nossa casa, nosso quarteirão. Nosso pai é nosso herói, e a mãe, nossa! Como ela é uma grande mulher! Será que vou ser assim quando eu crescer?
Num belo dia a gente se dá conta de que o mundo vai muito além daquela esquina, e começamos a perceber e ver tudo e todos ao nosso redor com outros olhos .
Deixamos de ser crianças e passamos a entrar para o fantástico-mundo-daqueles-que-têm-responsabilidades.
No começo é escovar os dentes, se comportar – como uma moça – não brigar com as irmãs, obedecer aos pais, os avós, os tios, estudar, fazer tema de casa...
Aos poucos a gente cuida do irmão mais novo, lava louça, e não passa mais fome esperando a mãe chegar, se vira. Estamos nos tornando “gente grande”.
Aprendemos que os pais não são eternos. Que a violência na ocorre apenas na televisão, e que grandes desastres podem acontecer ali na casa ao lado, bem como na nossa.
Uns vão, outros vêm.
Por incrível, aqueles que julgamos serem os bons, é que vão primeiro. Por que será, heim? Se é assim, então, pronto! De hoje em diante não serei mais boazinha!
Mas, não é bem assim. Todo o cuidado é pouco. É preciso muita atenção ao atravessar a rua, e principalmente em tomar decisões, ainda mais quando se trata da nossa própria vida.
Aqui é a realidade. Não posso mais correr pro meu quarto, e me esconder do mundo.
Não somos coadjuvantes, somos os protagonistas da nossa História.
Por muitas vezes dá até vontade de ficar ali apenas como um mero figurante. Lembrei de uma frase meio estúpida, mas que cabe aqui "às vezes é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida.".
Com o passar dos anos os dias podem parecer iguais. Dezembro, janeiro, fevereiro é aquele calorão. Chove, faz sol, abafa. Em março e abril os dias já ficam menos ensolarados, mais cinza. Em maio começa a ficar mais fresquinho. Em junho, julho, agosto é frio. Em setembro começamos a nos alegrar novamente. E outubro e novembro já é quase verão, já é quase final do ano, e já começamos a ouvir aquela velha frase “lá se vai mais um ano”, ou então aquela que me dói os ouvidos “nossa! já estamos quase no final do ano, como o ano passou rápido!”.
Se não vivermos algo que valha a pena, se não tivermos emoções, o que passou foi apenas mais um ano, e o próximo tende a ser igualzinho.
Não querendo se pessimista, mas morrer sempre alguém vai. Um parente, um vizinho, um amigo, um famoso. Adoecer, se recuperar faz parte da vida, e dá forças para vermos quão valiosa é a vida.
Felizmente também há nascimentos. Felizmente anjinhos vêm ao mundo para encher a vida das pessoas. Crianças são seres divinos, enviados por Deus, para dar uma agitada na mesmice e para fazer ressurgir aquela criança que fomos um dia, onde a gente vivia num mundinho pequeno, onde nada interferia aquele campo de força, que cercava nossa casa, nosso quarteirão.
(*Jeanine de Moraes)

CONVERSA de dois bebês

Entre pretensões, tensões, enjoos (agora sem acento, de acordo com o novo acordo ortográfico!), vômitos, crises emocionais, medo e muita expectativa, estou aqui, postando novamente neste blog! "Mãe padece no paraíso” desde o momento da concepção, isto é fato! Fato este que muda a vida, muda a visão de muitos fatores... Entre tudo isso – e mais um pouco – minhas inspirações não se cessaram... muito menos as frustrações... mas, hoje, 28 de janeiro, a exatos 3 meses do “descobrimento” da minha gravidez, registro que estou de 19 semanas, ou seja, 4 meses de gestação, e volto a postar.
O texto não é meu, desconheço o autor, mas merece esta postagem, pois é muito legal, e cabe ao momento que me preparo... e também serve para pensarmos em como começam os traumas e neuras... hehe =p (*Jeanine de Moraes)

CONVERSA DE DOIS BEBÊS
- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô.. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear.. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
- Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar de que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
(Autor desconhecido)